A cárie dentária é um dos maiores desafios da saúde pública global. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 2,5 bilhões de pessoas sofrem com a doença não tratada em 194 países, tornando-a a doença crônica não transmissível (DCNT) mais prevalente no mundo, conforme o Relatório Global sobre a Situação da Saúde Oral.
No Brasil, a situação também preocupa: 41,5% da população é afetada, com uma média de 2,2 dentes cariados por pessoa, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – SB Brasil, conduzida em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Diante desse cenário, o dentista amazonense Thiago Noronha, doutor em Clínicas Odontológicas, lançou o livro “A Saúde Pública Mundial e o Flúor como Vacina para Cárie”, publicado pela Editora Appris e que está disponível em Português e Inglês na Amazon: https://a.co/d/0dlPJHX. Com 150 páginas, a obra explora a relação entre a cárie e a saúde pública, apresentando abordagens preventivas e tratamentos acessíveis, voltados tanto para profissionais de saúde quanto para o público em geral.
“A cárie é uma das doenças mais prevalentes no mundo e pode causar impactos estéticos, emocionais e funcionais. Estudos mostram que a maioria da população já teve ou terá problemas bucais em algum momento da vida, e, em casos mais graves, as complicações podem até levar a óbito”, explica.
A cárie ocorre devido à desmineralização dos dentes, um processo associado a fatores como má higienização, consumo excessivo de açúcares e até condições médicas que reduzem a produção de saliva, como a hipertensão.
A escovação diária continua sendo a melhor forma de prevenção precoce. Já nos casos em que a doença já está instalada, o uso do flúor se destaca como um dos principais tratamentos recomendados.
Essa é a principal defesa de Noronha em sua obra: o flúor deve ser adotado na rede pública de saúde, não apenas por sua eficácia na redução de cáries, mas também por representar uma solução acessível para minimizar custos e promover o bem-estar social.
Ciência, experiência e compromisso social
O livro traz uma análise de 75 anos de pesquisas científicas e práticas clínicas, abordando a experiência do autor em comunidades tradicionais da Amazônia e em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) nos Estados Unidos e outros países.
Além disso, a obra também reflete a trajetória de João Batista Noronha, pai do autor, que há mais de 55 anos atua como dentista clínico e professor aposentado da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Thiago Noronha, por sua vez, acumula uma trajetória marcante na área da saúde. Ele é cirurgião-dentista da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA) e já foi coordenador-chefe do Check Up Hospital, além de ter atuado como professor da UEA e voluntário em ações sociais tanto na capital quanto no interior do Amazonas.
“Este livro começou a tomar forma no final do meu doutorado. Meu objetivo é ampliar o alcance da informação científica para que mais pessoas tenham acesso a orientações seguras e eficazes, ajudando a preservar não apenas a saúde bucal, mas a saúde como um todo”, finaliza o autor.
Mais sobre Thiago Noronha
Thiago Noronha é graduado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Doutor PhD. em Clínicas Odontológicas. Tem experiência como professor universitário, pesquisador acadêmico, cirurgião-dentista e coordenador chefe de hospital. Como ativista em saúde bucal, já participou de ações voluntárias em prol de estudantes da rede pública de ensino, migrantes e refugiados, pessoas em situação de vulnerabilidade social e povos tradicionais de áreas remotas do Amazonas.
Mais sobre João Batista Noronha
João Batista Noronha é professor titular aposentado da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde lecionou disciplinas relacionadas à cirurgia bucal e clínica integrada. Com mais de 55 anos de experiência em Odontologia Clínica, atua como ativista em saúde bucal, o que possibilitou o atendimento a pessoas de várias classes socioeconômicas do mundo. Atualmente, atende povos tradicionais e moradores de áreas remotas do Amazonas.