Confissão de crime eleitoral

O vereador Bessa usou a Tribuna da Câmara Municipal de Manaus, durante a reunião do dia 2 de março, transmitida ao vivo pela TV Câmara, para ufanar-se do trabalho realizado durante os dias de carnaval, quando, segundo ele, não teve descanso, visitando bairros e comunidades, chegando a citar mais de 6 locais.

Até este ponto, palmas para o vereador, que deveria fazer isso todos os dias e nem precisar gastar tempo da Tribuna e da TV, para propagar. É apenas uma obrigação.

O que foi patético foi o vereador Bessa afirmar que esteve acompanhado da estrutura de serviços da Prefeitura e que ia antes nas comunidades, identificada os problemas e imediatamente, no campo de infraestrutura, o subsecretário que chamou apenas de Davi, realizava, com agilidade as obras, enquanto as questões de limpeza e saneamento eram resolvidas pelo “Zezinho” da Secretaria de Limpeza.

O vereador não percebeu que o uso da máquina, de forma individual, nem por acaso em ano eleitoral, é uma usurpação do sistema convencional, quando os vereadores devem indicar as necessidades e fiscalizar a qualidade de obras, mas nunca ter gestores como capachos ao seu lado para mostrar poder de realização diante dos eleitores.

Pior, confessar o delito, na TV oficial da Câmara, em pronunciamento da Tribuna.

Está na hora do presidente Joelson Silva, que se revelou mais “tocador de obras” no prédio da Câmara do que gestor político, alertar seus discípulos e, como tem devoção pelos evangélicos, seus fiéis.

ROBERVALDO ROCHA / CMM

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