O apresentador Fausto Silva, de 75 anos, passou nesta quarta-feira (7) por mais dois transplantes de órgão no Hospital Israelita Alberte Einstein, em São Paulo: fígado e um novo rim.
Todos os procedimentos seguiram o protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS), que organiza uma única fila nacional para pacientes do setor público e privado.
Faustão enfrenta um novo capítulo delicado em sua saúde — este foi o quarto transplante de órgão em apenas dois anos, concebido para tratar complicações graves causadas por infecção resistente. Ele recebeu um novo rim e um fígado, procedimentos realizados em São Paulo na quarta e quinta-feira deste semana.
Enfrentando múltiplos desafios de saúde
Desde 2023, Faustão enfrenta circunstâncias críticas. Em 27 de agosto daquele ano, teve um transplante de coração após insuficiência cardíaca. Seis meses depois, em fevereiro de 2024, precisou receber um rim — em virtude de comprometimentos renais — e enfrentou rejeição, permanecendo hospitalizado por mais de 50 dias. Agora, em 2025, ele voltou ao centro cirúrgico: recebeu fígado e rim novamente, procedimentos planejados e realizados após avaliações de compatibilidade entre órgãos e receptor.
Vale destacar que todos os transplantes foram realizados dentro das diretrizes estritas do SUS, que opera com uma lista única de espera — válida tanto para pacientes do sistema público quanto da rede privada. A seleção considera compatibilidade sanguínea, peso, altura, genética e, sobretudo, a gravidade do caso clínico. Pacientes em risco iminente, particularmente aqueles com falência de órgão ou rejeição, ganham prioridade mesmo estando em fila pré-existente.
A seguir, entenda como funciona essa fila:
1. Ordem cronológica e critérios técnicos
A lista de espera segue, inicialmente, a ordem de cadastro do paciente.
Em casos de empate, o SUS avalia critérios técnicos como tipo sanguíneo, compatibilidade genética, peso, altura e gravidade da doença.
Crianças recebem prioridade quando o doador também é infantil ou quando concorrem com adultos.