Projeto fortalece o empreendedorismo de 50 mães solos refugiadas e migrantes em Boa Vista

Após seis meses de capacitação em gastronomia e empreendedorismo3d2de incentivo para iniciar os próprios negócios, neste mês, em Boa Vista (RR). A entrega marcou a conclusão da quinta edição do projeto Mujeres Fuertes na capital roraimense, iniciativa que alia formação, acompanhamento técnico e apoio à geração de renda.

Realizado pelo Instituto Hermanitos, o programa oferece uma jornada de seis meses voltada à criação e gestão de pequenos negócios no setor gastronômico. Ao longo da formação, elas tiveram acesso a cursos, oficinas e palestras sobre empoderamento feminino, educação financeira, vendas no ambiente digital, fidelização de clientes e formalização de empreendimentos.

Ao final do ciclo, cada participante recebeu um kit composto por equipamentos e capital semente para transformar o conhecimento adquirido em oportunidade de renda e garantir os primeiros passos no próprio negócio.

Segundo a assistente operacional do projeto, Paula Roberta, a entrega dos kits representa uma das etapas mais importantes da iniciativa, pois marca o momento em que as participantes começam a colocar em prática tudo o que aprenderam durante a formação.

“Esse é um momento muito importante porque elas recebem o apoio necessário para colocar em prática tudo o que aprenderam durante a capacitação. Esse kit representa um incentivo para que iniciem seus empreendimentos e sintam que não estão sozinhas nessa caminhada”.

Paula destaca ainda que esta foi a quinta edição do Mujeres Fuertes em Boa Vista. Em Manaus, onde o Instituto Hermanitos também desenvolve a ação, o programa já chegou à nona edição, ampliando oportunidades de geração de renda e inclusão produtiva.

Para a coordenadora do projeto, Ana Vasconcelos, o Mujeres Fuertes vai além da qualificação profissional ao incentivar que as participantes construam novas perspectivas de vida.

“Acompanhamos histórias de superação, aprendizado e fortalecimento da autoestima. A entrega dos kits simboliza o início de uma nova etapa, em que essas mulheres podem transformar o conhecimento adquirido em uma fonte de renda e conquistar mais autonomia para si e suas famílias”, disse Ana.

Uma das beneficiárias é a venezuelana Rosiry Alondra Sánchez Rengifo, de 26 anos, que vive no Brasil há três anos e participou da formação enquanto conciliava a rotina de trabalho com os cuidados dos dois filhos.

Segundo Rosiry, a experiência proporcionou aprendizados que vão além da gastronomia. “Aprendi a economizar, organizar minhas contas e registrar tudo o que vendo. Antes eu trabalhava em um supermercado e chegava muito cansada em casa. O curso tem me ajudado bastante e agora me sinto mais preparada para começar meu próprio negócio”, relata.

O Mujeres Fuertes é realizado pelo Instituto Hermanitos em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com recursos provenientes de reversão trabalhista do Ministério Público do Trabalho no Amazonas e em Roraima (MPT-AM/RR), além do apoio do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11). Para saber mais, acesse: hermanitos.org.br.

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