Dia Mundial da Hipertensão: hábitos saudáveis ajudam na prevenção e controle da doença, alertam especialistas

Projeto desenvolvido pela Afya na FUnATI incentiva atividade física e educação em saúde entre idosos

Itacoatiara, 14 de maio de 2026 – Celebrado anualmente em 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão Arterial chama atenção para os riscos da chamada “doença silenciosa”, condição que afeta milhões de brasileiros e está entre os principais fatores de risco para infarto, AVC e problemas renais. A prevenção e o controle da hipertensão passam, principalmente, pela adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e acompanhamento médico.

Com foco nesse cenário, estudantes e professores da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara desenvolvem o projeto “Promoção da Saúde em Pessoas com Hipertensão e Diabetes na Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI): a atividade física e a educação em saúde como pilares da prevenção”. A iniciativa busca orientar idosos sobre mudanças no estilo de vida e estimular práticas que contribuam para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.

Segundo a professora Tâmiza Barros Martins, farmacêutica e docente dos cursos de Medicina e Enfermagem da Afya Itacoatiara, a atividade física tem papel fundamental no controle da hipertensão e do diabetes. “Levamos para esse público exercícios simples e de baixo impacto, que podem ser realizados de forma constante e ajudam, a médio e longo prazo, no controle da pressão arterial e do diabetes”, explica. Entre as atividades recomendadas estão caminhadas leves, alongamentos, dança e hidroginástica.

A professora ressalta que o envelhecimento da população brasileira tem contribuído para o aumento dos casos dessas doenças entre idosos, impactando diretamente a autonomia e a qualidade de vida. “Quando conseguimos ajudar no controle dessas doenças, devolvemos disposição, mobilidade e qualidade de vida para essas pessoas”, afirma.

Além da prática de exercícios, o projeto também trabalha a educação alimentar e conscientização sobre hábitos saudáveis. Durante as ações, os participantes recebem orientações sobre a redução do consumo excessivo de sal, açúcar e carboidratos, sem abrir mão completamente de alimentos tradicionais da região amazônica. “Nossa proposta é mostrar que não é preciso cortar tudo, mas aprender a comer de forma equilibrada”, destaca Tâmiza Barros Martins.

A docente reforça que não existe idade certa para começar a se preocupar com a hipertensão, já que fatores genéticos também influenciam no desenvolvimento da doença. No entanto, hábitos saudáveis podem prevenir ou ajudar no controle do problema. “Mesmo quem desenvolve hipertensão consegue controlar a doença com alimentação adequada, sono regulado e atividade física regular”, observa.

Para pessoas diagnosticadas recentemente, a recomendação é buscar acompanhamento interdisciplinar, unindo assistência médica, reeducação alimentar e prática de exercícios físicos. “Monitorar a pressão arterial e entender como ela varia no dia a dia é fundamental para o controle da doença”, orienta a professora.

Segundo Tâmiza Barros Martins, os resultados do projeto já podem ser percebidos entre os participantes. Muitos idosos relataram compreender melhor a importância da atividade física, da convivência social e da alimentação saudável para manter a qualidade de vida e controlar doenças crônicas.

A coordenadora do curso de Medicina da Afya Itacoatiara, Bruna Borges, destaca que o Dia Mundial da Hipertensão Arterial é uma oportunidade para alertar a população sobre os riscos da pressão alta, uma doença que geralmente não apresenta sintomas, mas pode causar complicações graves, como infarto, AVC e problemas renais.

Segundo a médica, a educação em saúde é essencial para que as pessoas compreendam melhor a doença, reconheçam os fatores de risco e entendam como mudanças simples no dia a dia podem contribuir para o controle da pressão arterial. “Quando o paciente entende melhor a hipertensão, tende a seguir com mais regularidade as orientações médicas e o tratamento”, afirma.

Bruna Borges ressalta que as mudanças mais desafiadoras costumam estar relacionadas à redução do consumo de sal, à adoção de uma alimentação mais equilibrada e à prática regular de atividade física. “Muitas vezes, o desafio está em transformar essas orientações em hábitos permanentes. Por isso, o acompanhamento de profissionais de saúde e o apoio da família fazem diferença no controle da hipertensão”, observa.

A Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara oferece cursos na área da saúde e atua na formação de profissionais comprometidos com as necessidades da população amazônica. A participação dos estudantes em projetos de extensão contribui para o desenvolvimento de competências clínicas e humanísticas, aproximando a formação acadêmica da realidade das comunidades atendidas.

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